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Docusign Momentum 2026: Como o IAM e a IA estão redefinindo a gestão dos contratos no Brasil

Author Renata Vaz
Renata VazDiretora de Marketing de Conteúdo e Campanhas

ResumoLeitura de 10 min

Confira os destaques do Docusign Momentum 2026: da visão estratégica de IAM e IA aos impactos da Reforma Tributária e casos reais de IGA, Milky Moo e CVC.

Christiano Lucena, GVP da Docusign para LATAM

O Teatro Santander foi o palco do Docusign Momentum 2026,  que reuniu centenas de líderes e especialistas, em 1º de abril, em São Paulo, para discutir o próximo passo da transformação digital nas empresas brasileiras. 

Com a consolidação do Intelligent Agreement Management (IAM), o evento demonstrou como a IA está sendo integrada ao ciclo de vida dos acordos, trazendo mais agilidade e visibilidade aos negócios. O sucesso do encontro foi viabilizado pelo apoio dos patrocinadores 7COMm Opens in a new tab, Cidade Ágil Consultoria Opens in a new tab, Triscal Opens in a new tab e Deloitte Opens in a new tab.

A verdadeira revolução na gestão de contratos exige ir além da simples formalização. Como destacou Christiano Lucena, GVP da Docusign para LATAM, na abertura do evento, "o grande valor está justamente antes e depois da assinatura eletrônica que nós todos conhecemos". 

Lucena revelou que processos de negócios desconectados e desatualizados resultam na perda de 55 bilhões de horas de trabalho e em um gigantesco prejuízo anual que varia entre US$ 140 e 170 bilhões. 

Ao trazer a inteligência artificial treinada em milhões de contratos para solucionar essas ineficiências históricas, o Docusign IAM deixa de ser apenas uma ferramenta de assinatura para integrar ativamente as fases de criação, negociação e gerenciamento, transformando uma burocracia que drena recursos em uma operação ágil, fluida e essencial para os negócios.

Docusign Momentum 2026 reuniu centenas de líderes e especialistas em São Paulo.

A evolução da gestão inteligente de acordos: do repositório à execução com IA 

O Momentum 2026 em São Paulo deixou claro que o gerenciamento de acordos mudou de patamar. Com a maturidade da plataforma IAM, a Docusign apresentou como a automatização e a IA agora atuam de ponta a ponta: desde a criação de documentos até a análise profunda de dados após a assinatura.

As novas capacidades apresentadas foram as seguintes: 

  • AI-Assisted Review (Revisão Assistida por IA): A IA (Iris) já consolidada da plataforma agora auxilia ativamente na revisão e negociação diretamente no Microsoft Word. Ao comparar documentos com os playbooks pré-aprovados da empresa e sugerir alterações onde há divergências, a ferramenta permite que as equipes concluam acordos de forma muito mais rápida e segura, mantendo o controle total sobre as cláusulas críticas.

  • Agreement Desk: Um hub colaborativo projetado para agilizar a entrada e a finalização de acordos, centralizando discussões no próprio rascunho do contrato e eliminando os tradicionais gargalos e as confusas correntes de e-mail entre departamentos.

Fim dos contratos estáticos com o IAM

O painel com os clientes IGA Opens in a new tab, Milky Moo Opens in a new tab e CVC Opens in a new tab trouxe a prova real da evolução da plataforma Docusign IAM. Em vez de apenas assinar documentos eletronicamente, essas empresas mostraram como estão usando a tecnologia para orquestrar fluxos complexos, garantindo que as informações contidas nos contratos impulsionem a operação em vez de ficarem presas em arquivos PDF.

A inteligência artificial e a automação removeram o atrito operacional dessas três gigantes, garantindo agilidade de ponta a ponta. 

IGA

Os contratos passaram a ser tratados estrategicamente como "organismos vivos", impulsionados por uma IA assistida que impressionou ao derrubar o tempo de revisão inicial de 3 horas para apenas 60 segundos, como revelou Ticiane Andrade, que lidera a área de Jurídico, Compliance e Riscos na IGA.

Milky Moo

A expansão acelerada exigiu uma transformação radical para gerenciar documentos complexos. Com a adoção da plataforma Docusign, o ciclo de formalização despencou de 15 horas para apenas 3 horas, garantindo agilidade na palma da mão dos franqueados. Essa eficiência gerou uma economia superior a R$ 5.000 em horas de trabalho para o departamento. Para a diretora jurídica Silvia Mundim, a mudança foi estrutural: "Economizamos tempo da equipe para pensar num trabalho mais estratégico e dinheiro para a empresa, além de ter garantia e segurança jurídica de que teremos esse ciclo do contrato organizadinho do início ao fim".

CVC

Fábio Jabbur, gerente de Sistemas da Informação da CVC Corp, contou que a orquestração e o armazenamento ágil e seguro de contratos garantem que o modelo "figital" flua sem atritos, permitindo que a jornada do cliente transite de forma contínua do ambiente online para a loja física com total suporte tecnológico aos times de vendas.

E os clientes da Docusign também brilharam no palco durante o anúncio dos vencedores do Docusign Customer Awards LATAM, que premiou os projetos mais inovadores do ano na região. 

Vencedores do Customer Awards 2026 LATAM: Milky Moo, Fundação Roberto Marinho, Costa Law, CIEE, Hire Now Company e IGA.

IA, estratégia e o contexto brasileiro

O evento também conectou a tecnologia aos desafios práticos do mercado local. A Deloitte discutiu como a gestão inteligente de contratos será o diferencial para navegar pelas complexidades da Reforma Tributária.

Marcio Panassol e Bruna Bellini (Deloitte) alertaram que a Reforma Tributária transformou a gestão inteligente de contratos em uma questão de sobrevivência e compliance corporativo, uma vez que a transição para as novas alíquotas exige repactuações imediatas para evitar a erosão das margens de lucro e o risco de litígios. 

Segundo eles, o grande perigo para os negócios é manter os acordos "presos" em PDFs estáticos, o que torna humanamente impossível para equipes reduzidas mapearem o impacto fiscal em milhares de documentos ou descobrirem quais cláusulas precisam ser alteradas até 2027. 

Diante dessa complexidade e urgência, a inteligência artificial da Docusign se torna uma ferramenta essencial ao ser capaz de destrinchar os contratos estáticos, identificar a criticidade de cada um e gerar rapidamente novas minutas a partir de uma biblioteca de cláusulas tributárias atualizadas. 

Ao automatizar esse processo, a tecnologia garante a visibilidade e a agilidade imprescindíveis para que as áreas de Compras e o Jurídico consigam renegociar suas bases a tempo, protegendo o fluxo de caixa e a competitividade da empresa diante do novo cenário fiscal.

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Do documento ao dado: potencializando o valor do legado 

Outro desafio discutido durante o Momentum 2026 foi a migração de contratos antigos para o ecossistema digital. Mauricio Augusta (7COMm) detalhou como a extração inteligente permite que empresas transformem o "papel parado" em dados acionáveis.

Como destacou Mauricio, esses documentos antigos compõem um "passivo" inexplorado, mas o uso de inteligência artificial (como o AI Data Capture) transforma esse "papel parado" em alto valor de negócio ao extrair automaticamente atributos e metadados vitais de arquivos estáticos.

Essa extração estruturada potencializa o uso do CLM e IAM da Docusign ao unificar os contratos novos e históricos em um único repositório inteligente, permitindo que a empresa pesquise informações do passado, crie fluxos automatizados, gere aditivos, extraia relatórios e configure alertas automáticos de vencimento para acordos que antes estavam completamente invisíveis para a gestão estratégica.

IA como ‘copiloto’ para o profissional

Isabela Polito, diretora de Marketing LATAM da Docusign, Heitor Miranda, líder do Jurídico da Docusign na região

O Momentum 2026 também abriu espaço para o debate sobre inteligência artificial e o futuro das profissões, conduzido pela diretora de Marketing LATAM da Docusign, Isabela Polito, e pelo líder do Jurídico na região, Heitor Miranda

Para eles, a IA não é uma substituta do talento, mas uma ferramenta de apoio que impulsiona a capacidade de entrega dos profissionais. Atuando como um "copiloto" estratégico, a tecnologia muda a dinâmica do trabalho ao remover da rotina as tarefas repetitivas que drenam a produtividade.

Na prática, Isabela revelou que usa a IA como um excelente motor de brainstorming para gerar novas opções. No entanto, para ela, o papel humano continua fundamental para fazer a curadoria crítica e o julgamento dos resultados.

Já Heitor disse que carrega seus playbooks de contratos no Docusign IAM para revisão assistida por IA e usa extração de dados com IA para resgatar, em segundos, o que negociou no passado. “Ferramentas assim nos permitem, enquanto líderes, focar no que realmente importa, que é a estratégia”.

“A meu ver, os líderes serão cobrados cada vez mais por uma tomada de decisão rápida e assertiva, mostrando real valor à organização para a qual atua, seja por meio da sua experiência profissional, que é única, seja por meio das habilidades interpessoais que desenvolveu, como o pensamento crítico, empatia e colaboração”, concluiu Heitor.

O lado humano da performance

Neuropsicóloga Maria Maia no palco do Momentum 2026 em São Paulo

Para encerrar o dia, a neuropsicóloga Maria Maia explorou como treinar o cérebro para manter a alta performance nessa nova era tecnológica, conectando a inovação das ferramentas com a capacidade humana de adaptação. 

Maria Maia defendeu que a alta performance sustentável não é inimiga da saúde mental, desde que os profissionais compreendam a neuroplasticidade do cérebro e criem sistemas para preservar sua energia cognitiva. 

Diante do avanço exponencial da inteligência artificial, no entanto, a especialista fez um alerta sobre o risco de terceirizar completamente a capacidade cognitiva para a tecnologia, um comodismo que pode atrofiar as conexões neurais. "O mau uso dela [IA] está causando muitos problemas de memória, de sustentação de fala, de vocabulário e de desenvolvimento", alertou a neuropsicóloga.

Para prosperar nessa nova era sem perder a capacidade intelectual, o insight proposto por Maria Maia é usar a tecnologia estritamente como uma assistente operacional. "A IA pode ser a nossa melhor amiga para tarefas que podem ser automatizadas, mas ela não deve, ela não pode substituir o nosso pensamento, ela não pode substituir o nosso senso crítico", ressaltou.

"Aprender a usá-la (a IA) deve ser uma das habilidades mais valiosas que vamos desenvolver ao longo dos próximos 10 anos. Aprender a tê-la como uma aliada e não como uma substituta do nosso processo de pensamento", concluiu.

Além do palco: experiência e networking

O Momentum 2026 estendeu a experiência para além das plenárias. No Agreement Zone, o público vivenciou a tecnologia em estações de demonstração focadas em casos reais. O lounge Customer Celebrate serviu como o ponto de encontro para comemorar, de forma mais intimista, casos de sucesso, com ativações exclusivas.

Agreement Zone no Momentum 2026 São Paulo

E a exclusividade também marcou o Legal Community Lounge, que proporcionou uma experiência diferenciada para os membros da comunidade, com um debate estratégico sobre liderança jurídica na era do pós-IA, conduzido por Heitor Miranda (Docusign), Marília Ravazzi (Cescon Barrieu) e Ticiane Andrade (IGA). 

O consenso entre os painelistas foi que a entrega de conteúdo jurídico tecnicamente correto deixou de ser um diferencial para se tornar um pressuposto básico, agora potencializado pela IA. E, nesse novo cenário, a missão do líder é coordenar uma "força de trabalho híbrida", equilibrando a adoção tecnológica com a supervisão ética e o desenvolvimento humano. 

Para os três líderes jurídicos, a tecnologia liberta o advogado da burocracia, mas exige que a liderança capacite suas equipes não apenas para operar sistemas, como também para traduzir a linguagem técnica em insights indispensáveis para a competitividade da empresa.

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Author Renata Vaz
Renata VazDiretora de Marketing de Conteúdo e Campanhas

Diretora de Marketing especialista em transformar visão de negócio em resultados mensuráveis. Lidera estratégias de comunicação integrada e crescimento (orgânico e pago), unindo gestão de marca à alta performance em geração de demanda. E uma grande entusiasta da gestão inteligente de acordos.

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