
Autonomia com governança: o caminho de gigantes do mercado para a eficiência na gestão de contratos
Descubra como gigantes do mercado, como a Suzano, usam o Docusign CLM e a inteligência artificial para ganhar autonomia e eficiência na gestão de contratos.

Qual é o caminho que um contrato faz – da elaboração, passando pela negociação até chegar à assinatura – quando uma empresa não possui uma gestão eficiente de acordos? Em geral, o documento tende a passar por uma variedade de espaços e canais até estar pronto para ser assinado: sala de reunião, email, WhatsApp, Slack, Teams, etc.
Essa jornada descontrolada da informação e a fragmentação das negociações são uma ameaça à rastreabilidade e empurram os departamentos jurídicos para um eterno modo "apaga-incêndio".
Para tentar frear a desorganização, muitas empresas caem no que podemos chamar de paradoxo do risco: centralizam todas as aprovações no time legal, transformando a área em um gargalo que trava os negócios. Esse excesso de controle gera exaustão e abre margem para erros humanos — desde o preenchimento incorreto de um CNPJ até o uso de cláusulas fora de contexto por conta do hábito comum de "copiar e colar".
Em busca de aumentar a autonomia dos times e áreas sem comprometer a governança, gigantes do mercado, como a Suzano e referências do setor de Food & Beverage, investiram no Docusign CLM, solução de gestão do ciclo de vida de contratos. As empresas compartilharam seus ganhos de velocidade, eficiência e ROI durante o C Law Experience 2026 se abre en una nueva pestaña, evento que reuniu em São Paulo C-levels e heads jurídicos das maiores empresas do Brasil para discutir o futuro do setor.
Case Suzano: o poder do autosserviço na gestão de contratos
A transformação digital na Suzano se abre en una nueva pestaña – a maior produtora de celulose do mundo com cerca de 40 mil colaboradores diretos e indiretos – não foi tratada só como uma mudança de software, mas como uma quebra de paradigma cultural.
O segredo para a alta adoção da plataforma Docusign CLM foi a estratégia de comunicação interna do chamado Projeto ERA, que posicionou a iniciativa como uma solução da empresa e não apenas do jurídico. Ao comunicar dessa forma, o jurídico parou de ser visto como um obstáculo e passou a ser procurado por outras áreas para resolver dores operacionais.
Dessa forma, a Suzano conseguiu descentralizar a criação de contratos de forma segura, empoderando os times florestais, comerciais e de suprimentos a iniciarem seus próprios acordos sob a governança do jurídico.
A descentralização gerou impactos imediatos na esteira de aprovação. Os principais resultados do Projeto ERA na Suzano incluem:
Redução de tempo: O ciclo médio dos contratos caiu drasticamente para cerca de 14 dias.
Adoção do autosserviço: Hoje, 35% de todo o volume de contratos da companhia nascem de forma autônoma na ponta.
Aproveitamento de contratos elegíveis: Quando são excluídos os acordos que não podem ser delegados por política de governança, o índice de autosserviço salta para 50%.
Mas a tecnologia sozinha não muda o comportamento humano. Para incentivar as áreas de negócio a usarem o autosserviço corretamente, a equipe de Legal Ops da Suzano adotou uma política de adoção guiada, com embarque assistido na plataforma. Essa estratégia foi fundamental para não perder o usuário no início da jornada.
Marcelo Salles, VP regional LATAM da Docusign, que participou do painel junto com a Suzano, destacou que a redução do ciclo contratual trouxe ganho de produtividade para a operação e a possibilidade de antecipação de receita.
IA, playbooks e eficiência na gestão de contratos no varejo
No ambiente dinâmico e de alta escala do varejo, o departamento jurídico não pode se dar ao luxo de atuar apenas na teoria contratual. A realidade operacional de uma grande empresa do setor de Food & Beverage, cliente da Docusign, exige que os advogados estejam imersos no core business da companhia, mantendo o foco total na excelência da operação.
Para que a equipe conseguisse focar na estratégia e nas dores reais da operação, foi preciso reduzir o trabalho braçal e exaustivo de corrigir erros básicos de preenchimento de minutas. Essa transformação veio com o uso conjunto do Docusign CLM com o AI-Assisted Review – uma solução alimentada pela IA proprietária da Docusign (Iris) que opera como um suplemento dentro do Word.
Esse formato permite que a revisão inteligente ocorra no ambiente de edição natural do advogado, ao mesmo tempo em que mantém o documento 100% conectado à esteira centralizada do CLM. Essa integração livra os profissionais do trabalho repetitivo e promove a rastreabilidade de ponta a ponta.
E para otimizar os prazos de SLA, essa empresa promoveu uma inversão no seu fluxo de revisão por meio de playbooks automatizados (regras de negócio parametrizadas no sistema, como limites de responsabilidade, percentuais de multa e regras de aviso prévio).
Na prática, o processo passou a funcionar assim: quando um fornecedor envia uma minuta, não é o jurídico que faz a primeira leitura. O próprio solicitante insere o documento no sistema. A IA roda o playbook, cruza o texto do fornecedor com as regras da empresa e realiza a primeira triagem automaticamente. Esse documento, já com a primeira revisão da IA, volta para o fornecedor alinhar as expectativas. Somente após esse filtro inicial, o contrato chega ao departamento jurídico para a validação final, cortando etapas inteiras de gargalos operacionais.
Para Bruno Peixoto, Legal Associate da Docusign para LATAM, o sucesso do projeto está no uso de uma inteligência artificial especialista em contratos, e não em modelos genéricos de mercado. A IA da Docusign foi treinada com contratos reais ao longo de mais de 20 anos, o que a torna uma tecnologia capaz de compreender contextos e regras corporativas com alta assertividade.
O valor dos dados pós-assinatura e o futuro da gestão de acordos
Na operação da Suzano, a tecnologia não foi aplicada apenas para os novos acordos, mas para resgatar o histórico de uma companhia centenária. A empresa utilizou o Docusign CLM para digitalizar e categorizar um vasto legado documental, chegando a inserir no sistema contratos de arrendamento de terra com mais de 28 anos, originalmente datilografados.
Ao trazer esse acervo para o ambiente digital, a empresa transformou arquivos estáticos em uma base de dados ativa e parametrizada. O grande benefício de negócio desse legado estruturado no pós-assinatura é a capacidade de realizar aditamentos em massa (em lote).
No case da empresa do setor de Food & Beverage, o valor do pós-assinatura está na capacidade da IA de extrair dados vitais, transformando o que seria apenas um documento em um painel de controle de obrigações.
Ao parametrizar as regras de negócios da companhia dentro de playbooks automatizados, o jurídico dessa companhia permite que todo contrato firmado nasça com seus dados padronizados e mapeados, facilitando a geração de indicadores e a gestão de riscos.
Afinal, como as trajetórias de grandes corporações comprovam , a assinatura não é a linha de chegada, mas sim o começo do ciclo de vida de um contrato. E quando a empresa une a governança do CLM com a inteligência artificial, criando uma gestão inteligente de acordos, o documento deixa de ser um papel estático guardado em uma gaveta digital e passa a atuar como um ativo estratégico que impulsiona a operação.
Para transformar o seu departamento jurídico em um parceiro de negócios e reduzir os gargalos operacionais da sua empresa, conheça as soluções de gestão do ciclo de vida de contratos da Docusign.

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