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Como fazer gestão de contratos hospitalar: guia completo

Leticia SabbagGerente de Conteúdo
ResumoLeitura de 8 min

Descubra como modernizar a gestão de contratos hospitalares com tecnologia. Reduza riscos, aumente eficiência e garanta conformidade. Saiba mais!

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A gestão de contratos hospitalares é o processo sistemático de administração de todos os acordos que regem as operações de uma instituição de saúde

Com 60% a 80% das transações hospitalares sendo regidas por contratos, de acordo com a Revista Acadêmica Plural, essa gestão impacta diretamente o fluxo de caixa e a qualidade do atendimento. 

Por isso, a complexidade e a variedade de contratos — desde fornecedores de medicamentos até acordos com operadoras de saúde — exigem abordagem estruturada e tecnológica para garantir eficiência operacional e conformidade regulatória.

Descubra como modernizar a gestão de contratos hospitalares com tecnologia para reduzir riscos, aumentar a eficiência e garantir a conformidade. Continue a leitura! 

Principais desafios da gestão de contratos em hospitais

A gestão de contratos engloba desde a criação e negociação até o monitoramento, renovação e encerramento de acordos com fornecedores, operadoras, profissionais médicos e pacientes.

Riscos financeiros e operacionais

Os hospitais brasileiros enfrentam desafios únicos na gestão contratual. Pesquisas indicam que mais de 60% das instituições ainda dependem de processos manuais, de acordo com a Deloitte, resultando em tempo médio de 30 dias para aprovação de contratos simples. 

O primeiro grande gargalo é a dispersão dos documentos. Sem uma centralização efetiva, os contratos acabam espalhados por diferentes departamentos, criando "pontos cegos" na gestão. A consequência direta disso são reajustes anuais aplicados sem a devida conferência, gerando custos imprevistos que impactam o orçamento.

Em paralelo, a ausência de monitoramento dos nível de serviço (SLA) configura um risco crítico. Quando fornecedores operam sem acompanhamento de performance, a qualidade de insumos essenciais — como alimentação, esterilização e manutenção de equipamentos — pode ser comprometida, afetando diretamente a operação.

Conformidade regulatória

O ambiente regulatório da saúde é denso e vive em constante evolução, exigindo que os hospitais garantam conformidade simultânea com diversas frentes:

  • ANVISA para vigilância sanitária;

  • CFM para práticas médicas;

  • LGPD para proteção de dados.

Contratos inadequados, por sua vez, expõem instituições a riscos legais significativos. 

Multas por descumprimento da LGPD podem chegar a 2% do faturamento anual. Além disso, a não conformidade com normas da ANVISA resulta em interdições e perda de licenças operacionais.

A documentação inadequada também compromete auditorias internas e externas. 

Além disso, a falha na documentação prejudica auditorias. Sem trilhas de auditoria claras e organizadas, torna-se difícil demonstrar a conformidade regulatória exigida, especialmente durante processos de acreditação hospitalar.

Tipos de contratos hospitalares e suas especificidades

Os tipos de contratos mais comuns numa operação hospitalar são os celebrados entre o hospital e seus fornecedores e o hospital com as operadoras de planos de saúde. A seguir, veja o detalhamento de cada um deles.

Contratos com fornecedores médico-hospitalares

Os contratos com fornecedores representam o maior volume e complexidade na gestão hospitalar. Incluem:

  • medicamentos;

  • materiais médicos;

  • equipamentos;

  • insumos de laboratório. 

Cada categoria, por sua vez, tem especificidades regulatórias distintas.

Contratos de medicamentos exigem conformidade rigorosa com a ANVISA, incluindo rastreabilidade completa e condições de armazenamento. A gestão inadequada pode resultar em perdas por vencimento, que representam cerca de 2% e 3% do estoque total.

Já os equipamentos médicos envolvem contratos complexos que combinam fornecimento, manutenção e treinamento. Esses acordos incluem cláusulas de performance e garantias estendidas, exigindo monitoramento contínuo de múltiplas variáveis.

Acordos com operadoras de planos de saúde

Representando 60% da receita total, os contratos com operadoras são a espinha dorsal da sustentabilidade financeira dos hospitais privados. Sua gestão é vital para a saúde do negócio.

Esses acordos envolvem negociações sensíveis sobre tabelas de preços, prazos de pagamento e regras de glosas. Cláusulas mal definidas podem levar a um índice de glosas excessivo, chegando a comprometer até 15% do faturamento em casos extremos.

A gestão eficiente, nesse caso, exige acompanhamento constante das atualizações regulatórias, com atenção especial às mudanças no rol de procedimentos da ANS e nas diretrizes de utilização.

Como implementar gestão de contratos hospitalar eficiente?

Para alcançar eficiência real, é preciso estruturar etapas claras, adotar as ferramentas certas e garantir que elas conversem com os sistemas já em uso na instituição. 

Veja o passo a passo para uma implementação orientada a resultados:

Diagnóstico da situação atual

O primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da situação atual. Isso envolve:

  1. mapear todos os contratos existentes;

  2. identificar processos atuais;

  3. avaliar riscos e oportunidades de melhoria.

O mapeamento contratual deve incluir categorização por tipo, valor, prazo e departamento responsável. A análise de processos atuais, por sua vez, revela gargalos e ineficiências. Identificar atividades manuais permite priorizar esforços de automação e otimização.

Escolha da tecnologia adequada

O acompanhamento do ciclo de vida de contratos desde a criação até o encerramento é fundamental para garantir visibilidade total sobre o portfólio contratual.

Para isso, a tecnologia escolhida deve se integrar nativamente aos sistemas hospitalares existentes, como ERPs e CRMs. Essa conexão elimina o retrabalho e assegura a consistência dos dados trafegados.

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Benefícios da automação na gestão de contratos hospitalares

Logo que o sistema de gestão de contratos hospitalares é implementado, dois benefícios são percebidos: a redução de custos operacionais e a melhoria na conformidade regulatória que, no sistema de saúde, é bastante complexa.

Redução de custos operacionais

A automação gera economia significativa em múltiplas dimensões. Dados mostram economia média de R$ 190 por documento comparado a processos em papel, considerando custos de impressão, correio e mão de obra.

A redução de 83% no tempo de processamento de contratos libera recursos humanos para atividades de maior valor agregado. Profissionais administrativos podem focar em análise estratégica ao invés de tarefas burocráticas repetitivas.

A eliminação de papel representa economia adicional e benefícios ambientais. Hospitais de grande porte processam milhares de contratos anualmente, gerando custos significativos de impressão e armazenamento físico.

Melhoria na conformidade regulatória

Plataformas como o Docusign CLM oferecem automação e integração com sistemas existentes, proporcionando controles de conformidade integrados. O uso de templates pré-aprovados, por exemplo, garante que nenhum contrato seja gerado sem atender às cláusulas regulatórias vigentes.

Outro ponto forte são as trilhas de auditoria automáticas. Com elas, auditores têm acesso imediato ao histórico completo de alterações e aprovações, o que facilita e agiliza a obtenção de certificações e acreditações hospitalares.

Melhores práticas para gestão de contratos hospitalares

Hospitais lidam com um ecossistema vasto de acordos, envolvendo desde serviços terceirizados até equipes médicas. Para evitar falhas operacionais, a adoção de padrões e controles é indispensável. Confira as práticas que fortalecem esse processo:

Padronização de processos

Padronizar é sinônimo de segurança. Criar uma biblioteca de modelos de contratos pré-aprovados pelo jurídico acelera a criação de novos documentos e garante blindagem legal.

Processos bem definidos reduzem a variabilidade e a margem de erro. É essencial desenhar fluxos claros para cada tipo de contrato, estabelecendo responsabilidades e prazos. O uso de checklists de verificação complementa essa estratégia, assegurando que aspectos críticos — como aprovações regulatórias e documentação obrigatória — nunca sejam esquecidos.

Gestão proativa de riscos

Antecipar-se aos problemas é crucial. Recomenda-se o uso de uma matriz de riscos que contemple ameaças regulatórias, operacionais, financeiras e reputacionais.

Para contratos críticos, tenha sempre planos de contingência. Isso inclui manter fornecedores alternativos pré-qualificados e procedimentos de emergência documentados e testados, garantindo a continuidade da operação hospitalar em qualquer cenário.

Como a Docusign transforma a gestão de documentos hospitalares

A Docusign oferece o software de Gestão Inteligente de Acordos ou IAM (Intelligent Agreement Management), plataforma para a gestão integrada de contratos impulsionada por IA capaz de centralizar, padronizar e automatizar todo o ciclo de vida desses documentos — da criação à assinatura e renovação.

Com fluxos de trabalho seguros, assinaturas eletrônicas em total conformidade com as normas de saúde e integração nativa com sistemas hospitalares (ERPs, prontuários e ferramentas de gestão clínica), a solução elimina processos manuais e acelera decisões.

Instituições de saúde no mundo inteiro já modernizaram sua operação com a Docusign, como a Carestream, que otimizou seus processos e ganhou agilidade na gestão contratual.

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