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IA, Reforma Tributária e o futuro dos contratos: 7 insights do Docusign Momentum 2026

Author Fabiana Maranhão
Fabiana MaranhãoCustomer Marketing Manager

ResumoLeitura de 4 min

Como o Docusign IAM e a IA estão transformando a gestão de contratos no Brasil, da Reforma Tributária aos casos de sucesso reais de IGA e Milky Moo.

Isabela Polito e Heitor Miranda

O Docusign Momentum 2026, realizado em abril em São Paulo, demonstrou que a gestão de acordos mudou de patamar. Com a consolidação do Intelligent Agreement Management (IAM), a IA deixou de ser uma promessa para se integrar ao ciclo de vida dos contratos, trazendo agilidade e visibilidade inéditas.

Para quem não acompanhou cada painel, resumimos os 7 insights fundamentais para converter burocracia em vantagem competitiva.

1. O fim dos contratos estáticos

A "simples formalização" já não é suficiente. Christiano Lucena (GVP da Docusign para LATAM) revelou que processos desconectados resultam na perda global de 55 bilhões de horas de trabalho e prejuízos anuais de até US$ 170 bilhões. O valor real está antes e depois da assinatura, e empresas que ainda tratam contratos como arquivos PDF estáticos estão, na prática, perdendo margem e competitividade sem perceber. O Docusign IAM soluciona esse gargalo ao transformar documentos inertes em ativos integrados à operação.

2. Compliance e a urgência da Reforma Tributária

Marcio Panassol e Bruna Bellini (Deloitte) trouxeram um alerta direto: a transição fiscal até 2027 exige repactuações imediatas. Com a IA da Docusign, é possível destrinchar contratos estáticos, identificar criticidades e gerar novas minutas a partir de uma biblioteca de cláusulas tributárias atualizadas, protegendo as margens de lucro contra a erosão fiscal.

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3. Case da IGA: novos referenciais de eficiência operacional

O benchmark de produtividade do evento veio da IGA (Itaú Gestão de Ativos). Ao utilizar a funcionalidade do IAM AI-Assisted Review diretamente no Microsoft Word, a empresa derrubou o tempo de revisão inicial de 3 horas para apenas 60 segundos. Ticiane Andrade (Jurídico, Compliance e Riscos na IGA) destacou que os contratos agora são "organismos vivos" que impulsionam o negócio.

4. Potencializando o valor do legado contratual

Toda empresa acumula anos de contratos físicos ou em PDF que nunca foram indexados nem monitorados. Esse passivo, invisível para a gestão, esconde riscos e oportunidades — de cláusulas prestes a vencer a condições comerciais que podem ser renegociadas. Mauricio Augusta (7COMm) mostrou como a inteligência artificial (como a AI Data Capture) extrai automaticamente atributos e metadados vitais desses arquivos. Essa extração estruturada potencializa o uso do CLM e IAM da Docusign, unificando contratos antigos e novos em um único repositório inteligente com alertas de vencimento e relatórios estratégicos, transformando em segundos o que antes exigia horas de busca manual.

5. A liderança jurídica na era pós-IA

Quando a IA assume a triagem e a revisão inicial de contratos, o que sobra para o jurídico? No Legal Community Lounge, Heitor Miranda (Docusign), Marília Ravazzi (Cescon Barrieu) e Ticiane Andrade (IGA) foram diretos: a entrega tecnicamente correta virou commodity; o diferencial agora é a capacidade de traduzir contratos em decisões de negócio. O líder jurídico que souber conectar a linguagem contratual à estratégia da empresa terá, na prática, um escopo de atuação mais amplo e mais relevante do que antes.

6. IA como "copiloto" do profissional

Isabela Polito (Diretora de Marketing LATAM) e Heitor Miranda (Líder Jurídico LATAM) reforçaram que a IA não substitui o talento, mas libera capacidade para o que realmente importa. Na prática: Isabela usa a IA como motor de brainstorming e faz a curadoria crítica dos resultados; Heitor carrega seus playbooks no Docusign IAM para revisão assistida e recupera em segundos o histórico de negociações passadas. O ganho não é apenas de velocidade, é de foco. "Ferramentas assim nos permitem, enquanto líderes, focar no que realmente importa, que é a estratégia", resumiram os líderes.

7. Preservação da energia cognitiva e senso crítico

Adotar IA sem critério tem um custo que não aparece no balanço, mas aparece na equipe. A neuropsicóloga Maria Maia alertou que terceirizar completamente o pensamento para a tecnologia pode atrofiar conexões neurais, com impactos reais em memória, vocabulário e capacidade de argumentação. 

A recomendação dela é usar a IA estritamente como assistente operacional, preservando o raciocínio crítico para decisões que exigem julgamento humano. Para as organizações, isso tem uma implicação de gestão clara: adotar tecnologia e desenvolver pessoas não são agendas concorrentes, são inseparáveis.


Do benchmark de 60 segundos da IGA à economia de R$ 5.000 em horas de trabalho da Milky Moo, o Momentum 2026 deixou claro que o gerenciamento inteligente de acordos já impacta a última linha do balanço, não como promessa futura, mas como realidade operacional de empresas brasileiras hoje.

Author Fabiana Maranhão
Fabiana MaranhãoCustomer Marketing Manager
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