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Febraban Tech 2026: descubra as principais tendências de tecnologia e inovação do setor financeiro

Author Fabiana Maranhão
Fabiana MaranhãoEspecialista em Marketing de Conteúdo e Cliente

ResumoLeitura de 8 min

Conheça as principais tendências de tecnologia e inovação debatidas no Febraban Tech 2026: agentes de IA, Open Finance em escala e cibersegurança pós-quântica.

Febraban Tech 2026

Estamos vivendo uma época em que a inteligência artificial se tornou uma commodity abundante e acessível a qualquer concorrente. Nesse cenário, o que realmente vai diferenciar as instituições financeiras à medida que a tecnologia se democratiza, mas a confiança do cliente parece diminuir?

Essa provocação foi feita por Kathleen Woodard, líder global de consultoria para a indústria bancária na Microsoft, durante o Febraban Tech 2026 se abre en una nueva pestaña, o maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro, realizado no fim de agosto em São Paulo.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, palestrou na abertura do evento. Ele destacou os 80 bilhões de transações do Pix em 2025 e alertou para o crescente endividamento das famílias brasileiras, com o comprometimento da renda dos usuários de cartão de crédito subindo de 38,5% para 54%. Galípolo defendeu que o foco agora deve migrar da inclusão para a cidadania financeira.

Já o Nobel de Economia Joel Mokyr fez um alerta: o progresso tecnológico é ilimitado, e o grande desafio está na governança humana dessas criações, um lembrete de que a corrida tecnológica do setor financeiro não pode perder de vista a responsabilidade sobre seu uso.

Da IA conversacional aos agentes autônomos

A inteligência artificial generativa tem moldado a tomada de decisão nos bancos, que redesenham seus fluxos para migrar de assistentes simples para agentes autônomos sob supervisão humana (human-on-the-loop).

Líderes de tecnologia debateram essa transição. Antes de lançar a ferramenta ia.i, o Itaú Unibanco testou suas plataformas por 18 meses com equipes de segurança cibernética (red teams). Já o Bradesco, sob a estratégia AI-powered, usa a plataforma Bridge para acelerar o lançamento de aplicações, de meses para semanas, e registrou 90% de resolutividade no atendimento por IA.

Para o Santander, a governança é a direção que permite acelerar com segurança, com a meta de gerar R$ 6 bilhões com IA até 2028. Já na Caixa, o desafio é calibrar agentes autônomos para transacionar com segurança com seus 160 milhões de clientes. 

No BTG Pactual, que já expandiu seus negócios com uma infraestrutura digital nascida na nuvem, executivos afirmam que a questão é onde não estão usando IA. Enquanto isso, o Nubank colhe frutos com o nuFormer, modelo proprietário de inteligência artificial preditiva, reconhecido pelo Banco Mundial por sua eficiência na análise de risco de crédito.

Open Finance e tokenização

O Open Finance se abre en una nueva pestaña caminha para o sexto ano como referência global, com mais de 220 milhões de consentimentos ativos, registrados até o fim de junho de 2026. O Banco Central destacou que a iniciativa é uma infraestrutura perene que interligará todo o sistema financeiro, preparando a portabilidade de crédito, salários e investimentos.

No início, o desafio do Open Finance foi assegurar a interoperabilidade técnica das instituições. Depois, o foco passou a ser a fluidez e a transparência da jornada do usuário. Agora, a atenção se volta para a qualidade dos dados, indispensável para gerar inteligência aplicada. 

Esse ecossistema de dados se complementa diretamente com a tokenização e o Drex. Enquanto o Open Finance é a infraestrutura de compartilhamento de informações, a tokenização e o Drex representam a de movimentação do dinheiro e de ativos. 

Segundo a Accenture, ao permitir que valores sejam transacionados de forma instantânea e programável, operados por regras automáticas (contratos inteligentes), o setor reduz fricções e recursos parados em liquidações demoradas. 

Toda essa evolução está inserida no contexto da chamada “economia da intenção” (intent economy), termo apresentado por Michael Abbott, líder global de serviços bancários da Accenture. Segundo ele, depois de 25 anos disputando a atenção dos clientes nas telas dos celulares, as instituições financeiras devem agora usar a inteligência artificial para entender a real intenção por trás das buscas dos usuários, antecipando soluções no momento exato da necessidade. 

Cibersegurança em camadas: a corrida contra as deepfakes e a criptografia pós-quântica

O rápido avanço da tecnologia trouxe o que Gabriel Loschii, da empresa de segurança Foursys, chamou de "industrialização do risco", com o crime financeiro migrando quase todo para o ambiente virtual. 

Segundo dados apresentados pela Febraban, fraudes com deepfakes (falsificação de rostos e vozes por IA) saltaram de 0,1% das ocorrências em 2021 para 6,5% em 2026. Já segundo a Polícia Federal, a IA participa de 42,5% dos golpes eletrônicos no Brasil. 

A biometria facial isolada deixou de ser um recurso infalível. Especialistas do Santander destacaram que a resposta exige defesa em profundidade, associando a biometria a múltiplas camadas, como sinais de contexto e a biometria comportamental, que analisa a forma como o usuário navega no aplicativo de seu banco.

A cooperação público-privada também ganhou novos marcos. A Polícia Federal destacou o sucesso do Projeto Tentáculos, que unifica investigações de fraudes em diferentes bancos contra quadrilhas organizadas. E foi anunciada a criação da Cyberfic, uma base física que unifica agentes da PF, das polícias civis estaduais e parceiros da iniciativa privada, como bancos e operadoras de telecomunicação,  para acelerar o compartilhamento de inteligência contra ameaças transnacionais.

Radia Perlman, pesquisadora pioneira dos protocolos de rede e conhecida como a "mãe da internet", trouxe uma visão pragmática para a segurança. Para ela, a segurança real deve vir do design de sistemas simples e robustos (security by design), projetados em torno das limitações humanas, e não de tentar mudar o comportamento do usuário. 

Na visão dela, humanos não foram feitos para armazenar chaves criptográficas complexas na memória nem para processar protocolos de segurança com velocidade e precisão; por isso, ela considera injusto culpar os usuários por caírem em golpes ou apostar em mais "treinamentos de conscientização" como solução. Ela própria admitiu ter caído em um golpe on-line.  

Por fim, o setor debateu a transição urgente para a criptografia pós-quântica para proteger dados antes do surgimento dos computadores quânticos comerciais, previstos para 2029. O Bradesco detalhou sua preparação, que envolve o mapeamento de 3.500 serviços e o desenvolvimento, junto à USP (Universidade de São Paulo), de uma biblioteca quantum-safe com algoritmos aprovados internacionalmente.

Docusign IAM: recursos para a gestão inteligente de acordos

A construção desse ecossistema digital sustentado por dados, transações automáticas e segurança exige uma base robusta de confiança jurídica e documental. É nesse ponto que a tecnologia de gestão de acordos se torna um diferencial competitivo indispensável.

Esse cenário ganha ainda mais urgência com a transição para a Reforma Tributária. Debatida por especialistas da EY e do Bradesco durante o Febraban Tech 2026, a unificação de tributos exigirá dados contratuais tão precisos que analistas apontam que enfrentar a Reforma sem automação será inviável, transformando a gestão digital de documentos em um imperativo operacional. 

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Pesquisa de 2026 realizada pela Deloitte em parceria com a Docusign, que ouviu mais de 1.100 líderes em seis países — incluindo mais de 100 profissionais seniores no Brasil —, revelou forte maturidade e retorno econômico expressivo na automação de contratos.

No Brasil, a automação gera uma economia média de 14 horas por contrato, reduzindo em 29% o tempo de ciclo de ponta a ponta dos documentos, além de melhorar a precisão das informações contratuais e reduzir riscos e litígios contratuais. Globalmente, organizações que adotam soluções integradas de ponta a ponta (end-to-end), como o Docusign IAM, aliadas a fluxos de trabalho baseados em agentes de IA, alcançam um ROI 29% maior em comparação àquelas que utilizam ferramentas fragmentadas. 

Desenvolvida para superar a fragmentação de ferramentas e o uso de dados manuais, a plataforma Docusign IAM (Intelligent Agreement Management) oferece às empresas os recursos necessários para automatizar todo o ciclo dos contratos, apoiada na Docusign Iris, inteligência artificial proprietária projetada para processar e analisar acordos de forma segura e responsável.

Com recursos avançados, como Workflow Builder, que permite a criação e automação de fluxos contratuais sem a necessidade de programação, e o Agreement Manager, repositório inteligente que extrai dados cruciais de pós-assinatura para orientar decisões futuras, o Docusign IAM transforma a gestão contratual em um motor de inteligência e produtividade.

Essa automação integrada já se traduz em conquistas reais no mercado corporativo, permitindo reduções drásticas nos ciclos de onboarding de clientes e parceiros, liberando as equipes de tarefas burocráticas para focar no relacionamento e na geração de valor sustentável para o negócio.

Author Fabiana Maranhão
Fabiana MaranhãoEspecialista em Marketing de Conteúdo e Cliente
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