
Docusign Connect 2026: estratégias para a Reforma Tributária e IA agêntica na gestão de contratos
Confira os destaques do Docusign Connect 2026: as estratégias para a Reforma Tributária e as inovações em IA agêntica para a gestão de contratos.

O Docusign Connect 2026, realizado em setembro, em São Paulo, reuniu dezenas de lideranças de tecnologia, jurídico, finanças e suprimentos para debater a ineficiência na gestão de contratos e acordos corporativos, que ainda é um dos principais desafios operacionais das empresas.
O encontro discutiu a consolidação do ecossistema de Gestão Inteligente de Acordos (IAM ou Intelligent Agreement Management) e o avanço da IA agêntica, com diferentes aplicações da tecnologia apresentadas em salas temáticas de negócios e inovação.
Nessas sessões, os participantes discutiram como resolver gargalos históricos de prazos e reduzir tarefas manuais, ganhando mais agilidade e controle para as equipes.
No entanto, o ponto de maior convergência foi a Reforma Tributária e o entendimento de que a transição para o IVA Dual (IBS/CBS) exige a adequação da base contratual ativa para proteger margens financeiras e fortalecer a conformidade fiscal.
Desafio da Reforma Tributária é a execução em escala
Há meses, as discussões sobre a Reforma Tributária no ambiente corporativo vêm se concentrando no diagnóstico. Jurídico e Financeiro já compreenderam que a substituição de tributos (como PIS, Cofins, ICMS e ISS) pelo IVA Dual (CBS e IBS) afeta a emissão de notas fiscais, a precificação, o fluxo de caixa e os créditos tributários previstos nos acordos vigentes.
Como pontuou Norbert Otten, Diretor Sênior de Soluções da Docusign na América Latina, a transição fiscal demanda um alinhamento estratégico imediato entre Compras, Financeiro e Jurídico para resguardar a margem e a previsibilidade do negócio.
A partir dessa visão, o nó central passa a ser a escala: como adequar centenas ou milhares de contratos ativos em tempo hábil?
Na sala dedicada à Reforma Tributária, executivos relataram que o maior desafio hoje é operacionalizar renegociações em bases ativas com perfis distintos de clientes e fornecedores. Revisar minutas individualmente por e-mail ou planilhas é impraticável e pode expor a empresa a falhas graves, da perda de prazos à manutenção de cláusulas obsoletas de repasse fiscal.
Ivan Santos, arquiteto de soluções da Docusign, apontou como alternativa a migração dos processos manuais para uma estrutura automatizada de orquestração em lote. Em vez de analisar documento por documento, as organizações passam a utilizar inteligência artificial para mapear o acervo legado e categorizar os riscos. A partir desse diagnóstico, fluxos automatizados de aditamento são disparados, parametrizados por regras de negócio.
Playbooks e orquestração em lote aceleram a adequação dos contratos
A adequação dos contratos ganha escala com o uso de playbooks de conformidade configurados pelo Jurídico, com as regras e políticas de risco da organização.
Durante as demonstrações no evento, Ivan Santos explicou que a plataforma Docusign IAM opera com base nas diretrizes definidas pela própria empresa. Isso permite aplicar playbooks e parâmetros distintos para contratos de clientes e de fornecedores, respeitando as particularidades de cada negociação.
A inteligência artificial realiza a varredura do acervo e aponta inconsistências fiscais, como a menção a tributos extintos (PIS e COFINS) ou a ausência de cláusulas indispensáveis, a exemplo do Split Payment (retenção automática dos novos impostos no momento do pagamento) e da precificação líquida.
Com esse diagnóstico, a plataforma apoia a orquestração em lote. O sistema auxilia na geração padronizada de aditivos com fórmulas dinâmicas, permitindo revisar e disparar renegociações em fluxos auditáveis, mantendo a supervisão humana no controle (human-in-the-loop).
Por trás da tecnologia: IA agêntica, Docusign Iris e MCP Server
Paralelamente às discussões sobre a Reforma Tributária, a sala temática dedicada à inteligência artificial debateu a transição da IA assistida (que responde a perguntas e resume textos) para a IA agêntica, capaz de tomar decisões e auxiliar na execução de fluxos em linguagem natural.
O motor por trás dessa evolução é o Docusign Iris, uma camada de inteligência contextual treinada especificamente na linguagem e estrutura de acordos corporativos. Diferente de modelos abertos genéricos, a Iris analisa cláusulas com alta precisão e governança no ambiente seguro da empresa.
Para conectar essa inteligência às ferramentas que as equipes já usam no dia a dia, Thiago Spinelli, consultor de soluções da Docusign, detalhou o funcionamento da arquitetura do Docusign MCP Server (Model Context Protocol). A tecnologia atua como uma ponte segura entre o repositório do Docusign IAM e agentes corporativos de mercado (como Microsoft Copilot, Gemini e Claude).
A sessão contou com a participação de Rodrigo Biel, da Microsoft, que destacou a aplicação prática dessa integração no ecossistema de produtividade corporativa. Na prática, um executivo pode consultar dados e orquestrar ações contratuais diretamente pelo Microsoft Copilot ou Teams, enquanto o MCP Server atua para que as permissões de acesso e alçadas de aprovação sejam preservadas.
O próximo passo na gestão de acordos da sua empresa
Os debates realizados no Docusign Connect 2026 evidenciaram que a adaptação à Reforma Tributária vai além do cumprimento normativo, podendo ser uma oportunidade valiosa para impulsionar a modernização das operações.
Ao substituir processos manuais e fragmentados por uma estratégia baseada na Gestão Inteligente de Acordos (Intelligent Agreement Management), as empresas podem proteger suas margens na Reforma Tributária com mais eficiência e ganhar tração para avançar na adoção da IA agêntica.
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