Gestão da inovação: o guia completo para transformar ideias em resultados reais
A gestão da inovação é o conjunto estruturado de processos, práticas e soluções que permite às organizações identificar, desenvolver e implementar sistematicamente ideias que gerem valor mensurável.
- Gestão da inovação vs. gestão tradicional
- Os 4 pilares fundamentais da gestão da inovação
- Tipos de inovação nas organizações
- Como funciona o processo de inovação: etapas práticas
- Inteligência artificial e transformação digital na gestão da inovação
- Como medir o ROI da inovação: KPIs e métricas essenciais
- Como implementar gestão da inovação na prática
- Gestão da inovação por porte de empresa
- Como a Docusign IAM acelera o ciclo de inovação da sua empresa
- Perguntas frequentes sobre gestão da inovação
Tópicos relacionados
- Gestão da inovação vs. gestão tradicional
- Os 4 pilares fundamentais da gestão da inovação
- Tipos de inovação nas organizações
- Como funciona o processo de inovação: etapas práticas
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- Como medir o ROI da inovação: KPIs e métricas essenciais
- Como implementar gestão da inovação na prática
- Gestão da inovação por porte de empresa
- Como a Docusign IAM acelera o ciclo de inovação da sua empresa
- Perguntas frequentes sobre gestão da inovação
A gestão da inovação é o conjunto estruturado de processos, práticas e soluções que permite às organizações identificar, desenvolver e implementar sistematicamente ideias que gerem valor mensurável.
Essa disciplina combina método científico com visão estratégica para transformar oportunidades em vantagens competitivas sustentáveis.
Vai muito além da criação de novos produtos ou serviços. Na verdade, envolve a transformação de processos internos, modelos de negócio, experiência do cliente e até mesmo da cultura organizacional.
O objetivo central é criar um ecossistema onde a inovação aconteça de forma consistente e direcionada aos resultados.
Gestão da inovação vs. gestão tradicional
A principal diferença entre gestão tradicional e gestão da inovação está no tratamento da incerteza e do risco.
Enquanto a gestão tradicional busca eficiência e previsibilidade mediante processos lineares e controle rígido, a gestão da inovação abraça a experimentação e aceita que nem todas as iniciativas trarão resultados positivos.
Na gestão tradicional, o foco está em otimizar o que já funciona, reduzir custos e minimizar variações. Por outro lado, a gestão da inovação incentiva a exploração de territórios desconhecidos, tolerando falhas como parte natural do processo de aprendizado.
Contudo, ambas as abordagens são complementares e essenciais para o sucesso organizacional.
Os 4 pilares fundamentais da gestão da inovação
Existe consenso no mercado sobre quatro pilares que sustentam uma gestão da inovação eficaz. Esses elementos funcionam de forma integrada e complementar, criando as condições necessárias para as organizações desenvolverem capacidade sistemática de inovação.
Pilar 1: cultura organizacional e liderança
A cultura organizacional representa o alicerce sobre o qual os demais esforços de inovação são construídos.
O objetivo é criar um ambiente onde a experimentação é incentivada, o questionamento do status quo é valorizado e o aprendizado com falhas é visto como investimento.
Nesse cenário, os líderes atuam como patrocinadores e modeladores dos comportamentos desejados.
O conceito de segurança psicológica emerge como fator crítico nesse contexto. Colaboradores precisam sentir-se confortáveis para compartilhar ideias não convencionais e propor soluções que desafiem práticas estabelecidas.
Por exemplo, empresas como o Google demonstram essa prática permitindo que funcionários dediquem 20% do tempo a projetos próprios, gerando inovações significativas.
Para implementar esse pilar, estabeleça rituais regulares de reconhecimento de ideias, independentemente dos resultados obtidos. Celebre tanto sucessos quanto aprendizados extraídos de iniciativas que não funcionaram. A gestão eficaz da accountability nas equipes fortalece essa cultura ao criar responsabilização clara sem gerar medo.
Pilar 2: processos estruturados e metodologias
Inovação sistemática exige metodologia consistente. Estruturas como design thinking, lean startup e metodologias ágeis fornecem base para capturar, avaliar e desenvolver ideias de forma organizada.
Esses processos garantem que boas oportunidades não se percam na operação diária e que recursos sejam alocados de forma estratégica.
O conceito de funil de inovação com pontos de decisão permite avaliar iniciativas em diferentes estágios de maturidade, aplicando critérios específicos para cada fase.
Assim, projetos com maior potencial de impacto recebem recursos adequados, enquanto ideias menos viáveis são descontinuadas rapidamente para evitar desperdícios.
A implementação de processos formais para captura e avaliação de ideias cria um fluxo estruturado onde os colaboradores sabem exatamente como contribuir. Nesse sentido, o mapeamento de processos otimiza fluxos de trabalho, identifica oportunidades de melhoria e acelera aprovações.
Pilar 3: pessoas e capacitação
A inovação depende fundamentalmente de pessoas com competências específicas:
pensamento crítico;
capacidade de colaboração;
domínio de soluções digitais;
mentalidade de experimentação.
Times multidisciplinares geram melhores resultados inovadores por combinarem perspectivas diversas e complementares. A composição de equipes com profissionais de diferentes áreas e formações cria um ambiente propício para soluções criativas.
O desenvolvimento contínuo de capacidades mantém a competitividade. Por isso, invista em programas de educação em metodologias de inovação e acesso a cursos especializados.
Vale ressaltar que a capacitação não deve ser pontual, mas um processo contínuo de evolução das competências organizacionais.
Pilar 4: recursos e tecnologia
Inovação sem recursos adequados permanece no campo das ideias. É necessário alocar orçamento específico, infraestrutura tecnológica apropriada e soluções que aceleram o desenvolvimento.
Empresas maduras em inovação destinam entre 5% e 15% da receita anual para esses investimentos.
A alocação de recursos deve seguir critérios claros de priorização, balanceando investimentos em inovação incremental com apostas em projetos de maior risco. Estabeleça percentuais específicos do orçamento para diferentes tipos de iniciativa, garantindo um fluxo constante de investimento.
Tipos de inovação nas organizações
A inovação não se limita a produtos revolucionários que criam mercados completamente novos. Na realidade, organizações bem-sucedidas mantêm um portfólio equilibrado de diferentes tipos de inovação.
Empresas maduras em gestão da inovação seguem aproximadamente a regra 70-20-10:
70% dos investimentos em inovação incremental;
20% em inovação adjacente;
10% em iniciativas disruptivas.
Essa distribuição equilibra a necessidade de resultados consistentes com a exploração de oportunidades transformacionais.
Inovação incremental
A inovação incremental envolve melhorias contínuas em produtos, serviços ou processos já existentes. Caracteriza-se por menor risco, ciclos mais rápidos e resultados mais previsíveis.
Assim, representa a base do portfólio de inovação para a maioria das organizações, correspondendo tipicamente a 70-80% dos investimentos totais.
O retorno sobre o investimento da inovação incremental costuma ser mais rápido e mensurável. As empresas conseguem implementar melhorias em questão de semanas ou meses, observando impactos diretos na satisfação dos clientes ou na eficiência operacional.
Inovação radical
A inovação radical promove transformações disruptivas que criam novos mercados ou redefinem os existentes. Caracteriza-se por alto risco, longos ciclos de desenvolvimento e potencial de retorno extraordinário.
Embora represente apenas 5-10% do portfólio de inovação, pode gerar 50% ou mais do crescimento futuro da organização.
Este tipo de inovação é apropriado para explorar oportunidades completamente novas ou criar vantagens competitivas de longo prazo. Exemplos históricos incluem o modelo Uber no transporte, a transformação da Netflix em streaming ou a criação do iPhone.
O desenvolvimento de inovação radical exige mentalidade de experimentação e tolerância a falhas. Muitas iniciativas não alcançarão resultados viáveis, mas os aprendizados gerados contribuem para o refinamento de tentativas futuras.
Inovação sustentável
A inovação sustentável foca no desenvolvimento de soluções que atendem a necessidades presentes sem comprometer o futuro. Conecta-se diretamente com princípios ESG e ganha importância crescente por pressões regulatórias e demandas de mercado.
Este tipo de inovação é relevante para atender a demandas de sustentabilidade, reduzir o impacto ambiental e gerar valor compartilhado. Exemplos incluem o desenvolvimento de economia circular ou processos que eliminam o desperdício de papel com soluções digitais.
A inovação sustentável frequentemente cria vantagens competitivas duradouras ao antecipar tendências. Além dos benefícios ambientais e sociais, essas iniciativas podem gerar economias de custos e abrir novos mercados.
Como funciona o processo de inovação: etapas práticas
A inovação bem-sucedida segue um processo estruturado que maximiza a probabilidade de transformar ideias em resultados. Longe de ser um processo aleatório, a inovação sistemática utiliza uma metodologia testada que pode ser replicada e aprimorada.
Este modelo de cinco etapas representa um consenso de mercado sobre as melhores práticas em gestão da inovação.
O processo funciona como um funil progressivo, onde cada etapa filtra e refina as oportunidades. Com isso, os recursos são concentrados nas iniciativas com maior potencial de sucesso. A visualização por meio de diagramas de fluxo facilita a compreensão e a implementação.
Etapa 1: identificação de oportunidades
O objetivo desta etapa é detectar sistematicamente problemas não resolvidos, tendências em ascensão e lacunas de mercado. Utiliza-se pesquisa de mercado, análise competitiva e coleta de feedback dos clientes para antecipar mudanças.
Vale lembrar de que 52% das empresas Fortune 500 de 2003 deixaram de existir por não conseguirem identificar e responder a mudanças.
A análise de dados com inteligência de negócios permite identificar padrões e tendências que não são óbvios.
O resultado desta etapa é uma lista priorizada de oportunidades de inovação com potencial de mercado validado. O monitoramento de reclamações dos clientes, por exemplo, frequentemente revela necessidades que podem se tornar vantagens competitivas.
Etapa 2: geração e captura de ideias
Esta etapa mobiliza toda a organização para gerar soluções criativas e viáveis para as oportunidades identificadas. Utiliza técnicas como sessões de ideação, hackathons, programas de sugestões e iniciativas de inovação aberta com parceiros externos.
É necessário implementar canais formais e acessíveis para capturar ideias, pois muitas oportunidades são perdidas pela falta de processos estruturados. A democratização da ideação permite que percepções valiosas surjam de qualquer nível organizacional.
O resultado esperado é um banco de ideias documentado e organizado que alimenta continuamente o pipeline de inovação. O engajamento de todos é fundamental, pois colaboradores da linha de frente têm visões únicas sobre as dores dos clientes.
Etapa 3: priorização e validação
O objetivo é selecionar ideias com maior potencial de impacto e viabilidade mediante critérios objetivos. Aplica-se a matriz de priorização, análise de custo-benefício, modelos de pontuação e comitês de avaliação.
Os critérios devem incluir impacto no cliente, viabilidade técnica, alinhamento estratégico e retorno sobre o investimento esperado. A aplicação consistente desses critérios garante a alocação eficiente de recursos.
O conceito de Produto Mínimo Viável (MVP) é fundamental nesta etapa para validação rápida e de baixo custo. O resultado é um pipeline de projetos priorizados e validados, prontos para a implementação.
Etapa 4: implementação e execução
Esta etapa transforma ideias validadas em soluções funcionais por meio de uma execução disciplinada, mas flexível. Utiliza metodologias ágeis, equipes dedicadas com autonomia e planejamento tático que equilibra estrutura com adaptabilidade.
A execução eficaz exige comunicação clara, gestão proativa de riscos e flexibilidade para ajustes. A rigidez excessiva pode matar a inovação, mas a falta de estrutura desperdiça recursos.
O resultado é uma inovação implementada que atende aos critérios de sucesso estabelecidos. A gestão da mudança organizacional é especialmente importante quando a inovação altera processos estabelecidos.
Etapa 5: mensuração de resultados
O objetivo final é avaliar se a inovação gerou o valor esperado e extrair aprendizados para aprimorar futuras iniciativas. Emprega-se KPIs específicos, metas SMART, painéis de controle visuais e sessões de retrospectiva.
Esta etapa é crítica porque se conecta ao problema de que 30% das empresas brasileiras não conseguem mensurar o ROI de seus investimentos. Sem mensuração, as organizações não otimizam seus processos nem justificam investimentos futuros.
O resultado inclui relatórios detalhados de resultados e lições aprendidas que alimentam um ciclo de aprendizado. A mensuração permite escalar inovações bem-sucedidas e descontinuar projetos que não atendem às expectativas.
Inteligência artificial e transformação digital na gestão da inovação
A inteligência artificial emergiu como um acelerador fundamental de todos os processos de inovação. Os dados do IBGE demonstram um crescimento de 148% no uso de IA pelas indústrias brasileiras entre 2022 e 2024.
Essa transformação é uma mudança na forma como as organizações identificam oportunidades, desenvolvem soluções e mensuram resultados.
A inteligência artificial na gestão não substitui a necessidade de processos estruturados, mas amplifica a capacidade de executar cada etapa com maior velocidade e precisão. Empresas que integram IA aos seus processos de inovação obtêm vantagens competitivas substanciais.
Como a IA acelera processos de inovação
Na etapa de identificação de oportunidades, algoritmos de IA analisam volumes massivos de dados para detectar padrões que seriam impossíveis de capturar manualmente. Isso permite antecipar mudanças de mercado com semanas ou meses de antecedência.
Durante a geração de ideias, assistentes de IA apoiam sessões de criação, oferecendo perspectivas alternativas e acelerando a prototipagem inicial. A capacidade de processar múltiplas fontes expande o espectro de soluções consideradas.
Na priorização, algoritmos preditivos estimam probabilidades de sucesso com maior precisão. Na implementação, a automação acelera tarefas repetitivas. Na mensuração, a análise preditiva antecipa resultados e identifica desvios.
A previsão de 92 milhões de empregos potencialmente substituídos pela IA reforça a urgência para as organizações dominarem essa tecnologia como um motor de inovação.
Soluções digitais para gestão da inovação
O mercado de soluções digitais especializadas em gestão da inovação está em expansão. Plataformas de gestão de ideias permitem a captura, organização e avaliação colaborativa de sugestões de toda a organização.
Sistemas de Inteligência de Negócios e análise de dados são críticos, considerando a projeção de crescimento do mercado global de BI de USD 31,98 bilhões para USD 63,20 bilhões. Essas plataformas transformam dados em insights acionáveis por meio da análise de dados estruturada.
Plataformas de colaboração digital facilitam o trabalho de equipes distribuídas, permitindo a criação colaborativa em tempo real. Soluções de prototipagem com pouco ou nenhum código aceleram o desenvolvimento de pilotos, reduzindo o tempo e o custo de validação.
A automação de processos documentais reduz atritos administrativos que retardam aprovações. Soluções que eliminam gargalos burocráticos com fluxos digitais otimizados aceleram significativamente os ciclos de inovação.
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Como medir o ROI da inovação: KPIs e métricas essenciais
A incapacidade de medir o retorno sobre o investimento é um dos principais obstáculos à gestão da inovação. Como destacado, 30% das empresas brasileiras não têm mecanismos para mensurar os resultados de seus investimentos.
Essa lacuna cria um ciclo vicioso onde a ausência de evidências compromete a aprovação de novos investimentos.
A mensuração eficaz da inovação requer uma estrutura que equilibre indicadores quantitativos e qualitativos. Sem esse sistema, as organizações operam às cegas, desperdiçando recursos e perdendo oportunidades de escalar sucessos.
Principais indicadores de performance
Os indicadores de performance em inovação devem ser organizados em categorias. Os indicadores de entrada incluem: percentual da receita investido em inovação, número de ideias geradas e taxa de participação dos colaboradores.
Os indicadores de processo medem a eficiência na execução, incluindo:
tempo médio de implementação;
taxa de conversão de ideias em projetos;
custo médio por projeto.
A mineração de processos analisa a eficiência operacional e identifica gargalos.
Indicadores de saída focam em resultados diretos:
receita gerada por novos produtos;
redução de custos operacionais;
melhoria na satisfação dos clientes.
Indicadores de impacto medem efeitos de longo prazo como ROI financeiro e valorização da marca.
A qualidade de dados é fundamental para garantir a confiabilidade dessas métricas. Portanto, os sistemas de captura e processamento de informações devem ser auditáveis e precisos para permitir decisões baseadas em evidências.
Metodologia de mensuração
A implementação de um sistema de mensuração eficaz começa com a definição clara de objetivos estratégicos. Cada iniciativa de inovação deve ter um propósito alinhado com as metas organizacionais, permitindo a seleção de KPIs relevantes.
O estabelecimento de uma linha de base é uma etapa crucial. Sem a medição do estado atual, é impossível quantificar o impacto real das inovações. Essa linha de base deve incluir métricas quantitativas e qualitativas.
A definição deve seguir os princípios das metas SMART:
específicas;
mensuráveis;
alcançáveis;
relevantes;
temporais.
A coleta de dados requer sistemas automatizados sempre que possível. Painéis de controle visuais facilitam o acompanhamento contínuo. A comunicação transparente dos resultados gera apoio e engajamento crescentes.
Como implementar gestão da inovação na prática
A transição da teoria para a implementação efetiva é o maior desafio para as organizações. Muitas empresas compreendem os princípios, mas enfrentam dificuldades na tradução desses conceitos em ações concretas.
Uma abordagem gradual e sistemática maximiza as probabilidades de sucesso e reduz os riscos associados à mudança.
O início pode parecer complexo, mas uma implementação bem planejada gera resultados positivos rapidamente, criando o impulso necessário para a expansão das práticas inovadoras.
Passo a passo para começar
A fase 1 (1-2 meses) foca no diagnóstico completo da maturidade atual da organização em gestão da inovação. Esta etapa inclui o mapeamento de processos existentes, a avaliação da cultura e a definição de resultados rápidos para gerar credibilidade.
A fase 2 (3-4 meses) concentra-se na estruturação dos elementos fundamentais: definição da governança, estabelecimento de processos formais de captura de ideias e alocação de orçamento inicial para projetos-piloto.
A fase 3 representa a implementação do primeiro programa piloto em uma área específica, preferencialmente em um departamento com cultura mais receptiva à mudança. Essa fase permite testar processos e metodologias em um ambiente controlado.
A fase 4 expande os aprendizados do piloto para outras áreas.
A fase 5 integra definitivamente a gestão da inovação à cultura organizacional através de sistemas permanentes de mensuração e reconhecimento.
Desafios comuns e como superá-los
A resistência à mudança é o desafio mais frequente. Ela se manifesta por meio de ceticismo e medo do aumento da carga de trabalho. A superação requer comunicação transparente, envolvimento das lideranças e demonstração rápida de resultados.
A percepção de falta de recursos pode paralisar iniciativas. A solução é começar com projetos de baixo custo, demonstrar ROI positivo e construir argumentos sólidos para investimentos futuros baseados em evidências.
Uma cultura avessa ao risco impede a experimentação. A transformação cultural requer a celebração de aprendizados extraídos de tentativas, mesmo que não gerem os resultados esperados, e a criação de ambientes seguros.
Silos organizacionais prejudicam a colaboração. A quebra desses silos acontece com a criação de times multifuncionais, sistemas de incentivos que recompensam a colaboração e o estabelecimento de objetivos comuns.
Soluções e metodologias práticas
O design thinking fornece uma estrutura centrada no usuário que combina empatia, ideação, prototipagem e teste em ciclos iterativos. Isso maximiza a relevância e a usabilidade das soluções desenvolvidas.
A metodologia lean startup implementa o ciclo construir-medir-aprender, que minimiza o desperdício de recursos através da validação rápida de hipóteses. Metodologias ágeis organizam o trabalho em sprints, gerando resultados incrementais.
Estruturas visuais como o business model canvas facilitam a análise, discussão e o refinamento de conceitos colaborativamente. Plataformas de software para gestão de projetos, como Miro e Trello, democratizam o acesso a recursos profissionais.
A automação de fluxos de aprovação com soluções digitais elimina gargalos burocráticos. Muitas dessas soluções oferecem versões gratuitas, permitindo testar a eficácia antes de investimentos maiores.
Gestão da inovação por porte de empresa
A abordagem para a gestão da inovação deve ser adaptada às características de cada organização. Empresas de diferentes portes enfrentam desafios distintos e têm recursos e capacidades variáveis.
A personalização da abordagem maximiza a eficácia dos investimentos. Pequenas empresas que copiam processos de grandes corporações frequentemente fracassam, enquanto grandes organizações que ignoram a necessidade de governança comprometem a consistência.
PMEs: por onde começar com recursos limitados
As pequenas e médias empresas têm vantagens em agilidade, proximidade com clientes e flexibilidade. Essas características podem ser potencializadas com processos estruturados que não criem burocracia excessiva.
Os principais desafios incluem orçamento limitado e equipes enxutas. A estratégia de superação foca em maximizar os recursos existentes e buscar alternativas de baixo custo com alto impacto.
A estratégia recomendada prioriza a inovação incremental em processos existentes, que produz um retorno mais rápido. A utilização de soluções gratuitas ou de baixo custo para gestão de projetos e colaboração democratiza o acesso a novas capacidades.
Grandes corporações: governança e escala
Grandes corporações têm recursos financeiros, acesso a grandes volumes de dados e poder de mercado. Essas vantagens permitem investimentos simultâneos em múltiplos tipos de inovação.
Os desafios típicos incluem burocracia, silos organizacionais e cultura avessa ao risco. A superação desses obstáculos requer uma estratégia específica de transformação cultural e organizacional.
A estruturação de uma governança formal, com comitês de inovação e orçamento dedicado, cria uma base institucional que sustenta os investimentos. A criação de células especializadas, como laboratórios de inovação, permite experimentação com maior autonomia.
A implementação da regra 70-20-10 na alocação de recursos equilibra a necessidade de resultados previsíveis com a exploração de oportunidades transformacionais. Isso promove uma cultura de empreendedorismo interno e garante a eficiência em escala.
Como a Docusign IAM acelera o ciclo de inovação da sua empresa
Como vimos, a inovação sistemática exige a remoção de gargalos burocráticos e o uso de tecnologias que amplifiquem a velocidade de execução. O Docusign IAM (Intelligent Agreement Management) é a peça que faltava para transformar a gestão de acordos em um motor de inovação.
Ao integrar o ciclo de vida dos contratos em uma plataforma inteligente, o Docusign IAM permite que sua organização:
reduza o tempo de aprovação de novos projetos e parcerias de semanas para minutos com fluxos de trabalho automatizados.
centralize a gestão de acordos entre times multidisciplinares, facilitando a colaboração e a co-criação em tempo real.
utilize análises baseadas em IA para identificar gargalos em processos de inovação e otimizar o ROI dos seus investimentos.
implemente inovações radicais ou incrementais com a segurança de assinaturas eletrônicas avançadas e verificação de identidade digital integrada.
Não permita que processos manuais e sistemas legados limitem o potencial criativo da sua equipe. Com o Docusign IAM, você transforma acordos estáticos em ativos inteligentes que impulsionam resultados reais!
Perguntas frequentes sobre gestão da inovação
Qual a diferença entre gestão da inovação e gestão de projetos?
A gestão de projetos foca na execução eficiente de um escopo definido. Já a gestão da inovação engloba todo o ciclo, desde a identificação de oportunidades até a mensuração. Enquanto a gestão de projetos busca previsibilidade, a gestão da inovação trabalha com incerteza. Ambas são complementares.
Quanto tempo leva para implementar a gestão da inovação em uma empresa?
Depende da maturidade e do porte da organização. Um programa piloto pode começar em 3 a 6 meses, mas a transformação cultural completa pode levar de 1 a 2 anos. O importante é começar com resultados rápidos para conquistar apoio.
É possível fazer gestão da inovação sem orçamento dedicado?
Sim, especialmente no início. Muitas empresas começam aproveitando recursos existentes, usando soluções gratuitas e alocando uma parte do tempo da equipe. O essencial é estruturar o processo e a cultura. Porém, para escalar, um orçamento dedicado será necessário.
Como convencer a liderança a investir em gestão da inovação?
Use dados: mostre que 52% das empresas da Fortune 500 de 2003 deixaram de existir por não se adaptarem. Apresente casos de concorrentes e comece com um piloto de baixo risco e alto impacto, medindo o ROI. Traduza inovação para a linguagem de negócios: crescimento de receita e redução de custos.
Qual o papel do RH na gestão da inovação?
O RH é fundamental: atrai e desenvolve talentos com mentalidade inovadora, desenha programas de capacitação, estrutura o reconhecimento para inovadores e constrói uma cultura de segurança psicológica. Dado que 27% das indústrias já buscam gerentes de inovação, o RH precisa mapear essas novas competências.
Como lidar com ideias que falham no processo de inovação?
O fracasso faz parte da inovação. O importante é falhar rápido e barato. Quando uma ideia não funciona, faça uma retrospectiva para extrair aprendizados, documente e compartilhe as lições. Celebre o aprendizado, não puna o erro.
Gestão da inovação funciona em empresas tradicionais e conservadoras?
Sim, mas requer uma estratégia específica. Comece com inovação incremental em processos, que é menos ameaçadora. Envolva as lideranças desde o início e use a linguagem de eficiência e redução de custos. Crie uma “ilha de inovação” como piloto e expanda gradualmente.
Qual a relação entre transformação digital e gestão da inovação?
São complementares. A transformação digital fornece a infraestrutura tecnológica que acelera os processos de inovação. A gestão da inovação define a estratégia para usar essas tecnologias de forma inovadora. Não adianta ter tecnologia sem processo, nem processo sem tecnologia.
Vanessa Machado é Gerente Senior de Marketing de Demanda na Docusign, onde lidera projetos complexos de ABM e iniciativas de geração de demanda para grandes contas. Com mais de 10 anos de experiência em marketing, Vanessa é reconhecida por sua capacidade de inovar e alcançar resultados por meio de ações de personalização, parcerias estratégicas e relacionamento. Foi selecionada para o programa SAP Catalyst por seu destaque, e ganhou reconhecimento como um dos melhores projetos de marketing na América Latina em 2021, também na SAP. Além de ser uma defensora ativa da diversidade, liderando o grupo de afinidade Docusign Pride
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